"Sofri muito com Vágner Love", diz Cavalieri
<b>Entrevista exclusiva a Wanderley Nogueira</b> <P> Diego Cavalieri tem noção exata do tamanho da responsabilidade que é defender o gol titular do Palmeiras. O time vive fase complicada e só escapou de novo rebaixamento à segunda divisão do Campeonato Brasileiro nas últimas rodadas. <P>"O que eu sinto é que tenho a oportunidade para mostrar meu trabalho. Se pudesse, trocaria todas as minhas grandes atuações para colocar o Palmeiras lá em cima", afirma Diego. <P>A relação com a exigente torcida do Palmeiras é boa. A confiança que Diego mostrou ao torcedor foi a chave para essa relação. Para isso, ele tenta ser como Marcos, eterno ídolo. <P>Até nas contusões, o jovem goleiro se parece com Marcos. "Tive a mesma contusão do Marcos, mas a dele é mais complicada", conta Diego. Em fevereiro de 2005, ele foi submetido a uma cirurgia no punho. <P>O problema foi encarado de forma preocupante. Diego Cavalieri pensou até que não pudesse mais jogar futebol, mas contou com o apoio de um amigo. "O Marcos pediu para eu me dedicar à fisioterapia." <P>Diego seguiu o conselho do ídolo e voltou a jogar, mas deu de cara com um novo obstáculo. No início de 2006, ele foi realizar exames do coração ao lado dos companheiros de Palmeiras. O que era para ser rápido, durou 15 minutos. <P>"Perguntei para a médica que estava fazendo o exame se tinha algo errado. Fiquei preocupado", conta o jogador, que jamais havia sentido qualquer problema nesse sentido e foi impedido de embarcar para a pré-temporada. "Fiquei uma semana indo e vindo do Incor (Instituto do Coração)." <P>Os pais ficaram preocupados. Ao lado do filho, deram força para que não desanimasse. O acompanhamento durou três meses e nada de grave foi constatado. Era apenas um aumento em uma das camadas do músculo cardíaco. <P>No coração, o goleiro hoje carrega, além da torcida do Palmeiras, uma outra paixão: a namorada. "Planos para casar, existem, mas mais para frente", conta Diego, que renovou contrato até 2009 com o Palmeiras. <P>O palmeirense tem também como ídolo o ex-goleiro Taffarel, com quem teve a oportunidade de conversar em 1998, quando estavam juntos na França. "Eu estava na Seleção de base, e ele, na principal, na Copa." <P>Hoje, quem chama a atenção de Diego, além de Marcos, é Gomes. "Ele tem um potencial muito grande. Acho que foi injustiçado porque foi muito criticado. Foi para fora e está bem conceituado." <P>Como goleiro que não suporta ver os atacantes na cara do gol, Diego destaca Vágner Love, ex-companheiro de clube. "Sofri muito com ele aqui. Sabe fazer gol de direita, de esquerda", elogia.