"Ganhava R$ 50, mas não recebia", diz Correa
<b>Entrevista exclusiva a Wanderley Nogueira</b><P> Nascido em Limeira, interior paulista, o volante Correa, 24 anos, saiu de casa aos 15 para tentar a sorte no futebol. "Fiz teste no Ituano, rodei por Rio Branco, XV de Piracicaba", diz.<p> Mas foi no Guarani que o volante começou a tocar a bola. "Comecei como zagueiro, jogava mais de líbero. Aí comecei a jogar de volante". Segundo o jogador, o pai era contra o filho tentar jogar futebol para virar profissional. Com o apoio da mãe, Correa ficou quase cinco anos no Ituano. "Fiquei no infantil, juvenil e júnior.Ganhava R$ 50, mas não recebia", afirma.<p> Em 97, Correa tornou-se profissional. Ainda de acordo com o volante, ganhava R$ 200 por mês, porém, também não recebia. "Tinha jogador que ganhava R$ 20 mil, e recebia. Mas faz parte".<p> Emprestado ao Capivariano, Correa passou a atuar como meia. "De vez em quando, fazia uma lateral", sorri, referindo-se à posição que, mesmo atuando em vários jogos, não é, para ele, a ideal.<p> O jogador ainda passou pelo Campinas, Primavera, de Indaiatuba, São Bento, até uma passagem pelo Flamengo-PI. Em 2002, o volante foi transferido para o Palmeiras.<p>